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Alessandra Garattoni veio à Salvador divulgar seu livro It Girls, em evento realizado na noite de ontem na Poire Paradoxus, multimarcas das grifes mais “it” do momento! Partindo do pressuposto de que It Girls são aquelas mulheres que inspiram as outras, seja no jeito de se vestir ou de se comportar, as it girls não deixam de ser trendsetters, ou seja, seguidoras não faltam para impulsionar uma tendência “lançada” por uma garota it.

Portanto, sobre as it girls e sobre a própria Ale, que inspira muitas meninas (cerca de 20.000 que liam o seu blog diariamente), confira a seguir os principais pontos abordados no evento, ou seja, dicas quentes para vc se inspirar:

  • It Girls x Patricinhas

Uma it girl é basicamente aquela garota que “sabe das coisas”. Seja no jeito de se vestir e/ou se portar, ela inspira outras garotas por onde passa. Mas, sendo assim, o que difere uma it girl de uma patricinha? A patricinha é um termo usado de forma pejorativa para aquelas meninas que têm tudo e que não buscam maiores ideais; vivem para o consumo e são alienadas aos assuntos não relacionados à moda/beleza/ e derivados. Já uma it girl, vai além, não é limitada como a patricinha. Ela não precisa estar restrita às futilidades, sendo que, na maioria das vezes, tem uma carreira, busca se desenvolver profissionalmente ou se engajar em outros projetos. Em outras palavras: uma it girl pode eventualmente ser uma patricinha, mas nem todas as patricinhas são it girls.

  • Tendências

Ale Garattoni não gosta de estar muito ligada às tendências “mais fortes”, pois passam rapidamente (a “maldição” do so-last-season, sabem?), preferindo, assim, peças mais clássicas. Por outro lado, ela acha que gostar de tendências é um ponto positivo, se elas te agradam. A “obrigação de não poder gostar das tendências só porque todo mundo gosta” é uma máxima que ela não adota. Gostou, usou, não gostou, não usou.

E qual das tendências atuais você não usaria, Ale? Bota branca! *Ale não curte o visual paquita. #traumadeinfância

  • It girls favoritas

Para Ale Garattoni, Jackie Onassis é o ícone de todos os tempos. Na atualidade, ela elege a Costanza Pascolato.

Jackie O., ícone de todos os tempos, e Costanza Pascolato, ícone da atualidade.

  • Espontaneidade

Espontaneidade é sempre chic. Mas bom senso é fundamental para que a espontaneidade não se torne falta de educação.

  • Democratização da moda

A internet tem facilitado a democratização da moda e isso é maravilhoso. Porém, o problema de “falta de estilo” da mulher brasileira não é a falta de informação, mas a falta de um preço democrático, de uma moda mais acessível. O que falta no Brasil são Topshops e H&Ms, e não estilo

  • Mini wedding

Quem acompanhava o blog It Girls, viu a “cobertura” do seu mini-it-wedding narrada no blog, desde os preparativos até os lugares que ela visitou na lua de mel! Mas afinal, é fácil fazer um mini-it-wedding sem se estressar com a lista fechada e inflexível de 50 convidados? Para Ale Garattoni, é muito mais fácil realizar um casamento íntimo, pois somente a família e os melhores amigos participarão, de modo que os demais “agregados” entenderão a cerimônia reservada. Bem diferente do que ocorre com um casamento grande, onde acontece o típico “se vc chamou um, tem que chamar o outro” e a lista vai aumentando..

*Quer dicas para um it chá de panelas? Clica aqui.

A it bride no dia do seu mini-it-wedding

  • Marcas nacionais favoritas

Mixed, Talie, Thelure, Cris Barros. Aliás, muitas dessas marcas podem ser encontradas na própria Poire Paradoxus.

*A propósito, o vestido que a Ale usava na noite do evento era Talie, porém, de verões passados, como frisou.

  • Estilistas

Coco Chanel é um ícone, se for considerado o contexto de quebra de paradigmas. Mas os novos estilistas americanos também têm chamado atenção, como o Jason Wu (o queridinho de Michelle Obama).

Estilista brasileira: Isabela Capeto. Ale Garattoni trabalhou com Isabela em 2003, e a admira pela sua contribuição para a moda.

  • 5 peças que refletem a personalidade da Alê

1 – Camisa de seda;
2 – Jeans;
3 – Bolsa[sss];
4 – Saia lápis;
5 – Jaqueta.
*Ou seja, invista sempre nos clássicos.
  • Estilo Alê Garattoni

Clássica e louca por acessórios. Um belo e grande anel é uma das suas peças favoritas.

O livro It Girls e o colar It Girls, quem lembra? Esse é meu!! ;o)

  • Wishlist

Se pudesse, um jatinho, para viajar para onde quisesse a hora que quisesse. Viajar é o seu maior desejo de consumo hoje.

Já na categoria moda, figura na sua wishlist a bota abertinha da Chanel, que ela postou recentemente no seu facebook.

Botinha Chanel no topo da wishlist!

  • It girls gordinhas

Se engana quem pensa que it girl é a modelete rica e famosa da vez. As it girls estão em todo lugar, no trabalho, na escola, na vizinhança. É aquela garota que é o máximo porque usa o melhor acessório de todos: a segurança. Portanto, seja gordinha, baixinha, fora do “padrão”, uma pessoa segura de si e que tem aquele brilho a mais (she´s got “it”) pode ser considerada uma it girl.

  • Vício

Coca-cola. Mas se só tiver Pepsi, pode ser? Podeeee! Kelly revelou em off que mais cedo, no almoço, Ale tomou Pepsi! A-ha!! 🙂

*Pela segunda vez em Salvador (a primeira vez foi no carnaval), Alê almoçou no restaurante Soho com Raquel Casagrande, da Paradoxus, e outras meninas. Dá uma conferida no burburinho que rolou, registrado pelas meninas do Tabuleiro Chic.

  • Crise do não-tenho-o-que-vestir

Ale relata que, de uns 10 anos para cá, esse impulso consumista foi diminuindo cada vez mais, junto com as crises de não saber o que vestir em frente a um guarda-roupa cheio de peças. Se tem a ver com as pesquisas sobre it girls e o “convívio” com looks maravilhosos? Certamente há influência. Verdade é que informação de moda ajuda muito a saber o que comprar e coordenar o que já se tem.

Alessandra Garattoni em noite de autógrafos na Poire Paradoxus, em Salvador

Imagens do evento e do colar: Caçadora de Tendências
Demais imagens: Reprodução

O Fashion Rio, apesar de ser uma das principais semanas de moda do país, possui um perfil bastante comercial. Até aí nenhum problema, se não sofresse pelo desgaste do excesso de [re]produção (sufocando a inspiração). Daí porque a maioria das coleções apresentadas podem ser facilmente identificáveis como passarelas wgsnianas (como diria o Ricardo Oliveiros). Muito do que foi visto nas temporadas de desfile internacional foi importado pra cá, e o mais-do-mesmo ainda tem destaque (muita assimetria – um ombro só, transparência, recortes, grafismo). 

Fato é que algumas modinhas, ainda que figurinha-repetida, já vêm perdendo força e abrindo espaço para outras que, ainda tímidas, se não forem confirmadas pela SPFW, certamente voltarão forte para o inverno 2011.  

Selecionei o top 10 (sem hierarquia) das novidades mais quentes que são tendência para as próximas estações. Vocês VERÃO:

1. Floral e Floresta

O floral está mesmo em alta. Mas o sopro refrescante do Fashion Rio apostou além: nas florestas! Folhagens, plantas, flores. Daí desenvolve para um jardim (jardinismo!) tornando tudo mais urbano, e pega o gancho do verde militar.

E lembram dos espinhos que apareceram como tendência de SATC2? Olha aí os spikes nos acessórios da New Order:

2. Safári

Deserto, África, Tribal, Étnico, Rústico e derivados (oi turbantes, calças Aladin e companhia!). Engraçado que aqui faz contraponto ao excesso de folhagens da mata atlântica florestal do tópico 1 desta lista. Mas seguindo o princípio do High-Low, o caminho é esse mesmo! E, por outro lado, o safári e derivados remetem a sol, e portanto verão. Tendência.

3. Macaquinho e Macacão

Os macaquinhos começaram a ganhar força no Rio de Janeiro no verão passado. Daí que os macacões ganharam notoriedade nas passarelas gringas e pronto: festival de macacos! O bom é que os modelos são super atuais, uma repaginada bem boa na moda. 

4. Short de cintura alta

Depois da modinha da saia tulipa de cintura alta (e de ninguém agüentar mais o combo saia preta + blusa branca), os shortinhos de cintura alta prometem dar essa refrescada e são bastante usáveis pro verão (e sem apelar para as hot pants, que insistem em aparecer, mas não encontram muitos adeptos na vida real).

5. Calças curtas

No emaranhado cropped, as calças curtas ganham destaque no Fashion Rio. Também muito verão.

6. Plissado

 O plissado começou aparecendo timidamente nas passarelas estrangeiras e ganhou força no Fashion Rio. Plissado é o novo babado?

7. Vestidos longos diurnos 

A Vogue Brasil de junho já anunciou: “use longo de dia e curtos à noite”. Desde que nas festonas (red carpets inclusos)  já está se usando vestidos curtos bem elaborados, cheios de brilho e muito drama, essa inversão faz muito sentido: curto noturno, longo diurno.

8. Recortes frontais e semi-barriga à mostra

Isso tudo é para não falar “barriga de fora”, sob pena de, por eventuais más interpretações, a Hype Victim sair por aí de top curto e calça de cintura baixa mostrando tudo o que tem direito.

Notem que nem o umbigo aparece! Quando não são apenas recortes frontais na roupa, o efeito barriga à mostra é criado pelo combo cintura alta + blusa cropped. Bem interessante essa combinação: a cintura sobe, mas a blusa sobe, e portanto não se alcançam, mas deixa a parte mais magrinha do tronco de fora (sendo mais elegante do que os pneusinhos de fora quando a cintura da calça desce e a dignidade desce junto).

9. Caged

Ainda não encontrei um bom correspondente para o caged: trama, rede, tela. Está tudo assim: enjaulado, tramado, redificado, quadriculado recortado, oh jesus que difícil definir! Próxima! 

10. Paleta de Cores 

Tons pastéis

Verão morno? Que nada! É que com tanto calor, e com tanto fluo no verão passado, uns tons pastéis agradam na hora certa.

Tons terrosos

Areia, marrom, tijolo, tudo bem neutro. É uma derivação da tendência Safári e caminha ao lado dos tons pastéis, por seu ar de neutralidade. É a calma que se busca nas cores deste verão [carioca].

 

Bônus: Bermuda ciclista sob vestido.

Só apareceu em cerca de 12% dos desfiles, e apesar de ter sido vedete da Cantão, este look não estaria figurando a minha listinha de top tendências salvo… as anotações esparsas da Glorinha Kalil? Também não. A aposta aqui é fundamentada nas orientações da WGSN!

E se bermudinha está voltando, e vestido tem sido peça-chave para o verão, basta um empurrãozinho pra este look dar certo. Ou São Paulo Fashion Week ou Editoriais daqui para o final do ano podem dar essa cartada que está faltando para que a bermuda ciclista vire a nova legging!

  

Próximos posts: acessórios e beach wear.

Referências: