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Março é o “mês” da mulher. Desde a revolução feminista (segunda onda), as mulheres têm ganhado cada vez mais espaço no mercado de trabalho, galgando altos postos, mais direitos e também mais responsabilidades. Esse marco histórico abriu espaço para as mulheres da chamada geração X (décadas de 60-80) enfrentar barreiras e conquistar estes campos, antes dominados pelos homens. A ombreira e o terninho foram adotados na tentativa de trazer seriedade, poder e profissionalismo para elas. Daí veio a geração Y (década de 80), que vivenciou o surgimento da internet, das redes sociais, do rompimento de fronteiras globais, marcada pela ambição e pelas possibilidades reais de subir rapidamente na carreira, deixando o mercado de trabalho muito mais dinâmico, muito mais veloz, e a informação, inclusive de moda, começou a se disseminar.

Hoje, gerações X e Y, ambas no mercado de trabalho, são as principais consumidoras das grandes marcas de luxo no universo fashion. E é a elas a quem a moda tem se dirigido nas suas recentes criações e tendências: o Office Vibe. Chega de se igualar ao homem na forma de se vestir para o trabalho. Dá para tornar a roupa de escritório mais feminina? E daí que milhares de estilistas buscam reinventar a camisa social, a alfaiataria, o colete, o blazer. O desfile do Viktor & Rolf (coleção Spring/Summer 2011), em Paris, foi um (dos tantos!) que buscou brincar com este conceito.

A "working girl" é tema dos principais editoriais de moda pelo mundo

E você achando que a camisa social (que tem transitado entre o look do trabalho e da festa) é tendencinha de verão?! Tsc! A camisa é apenas um expoente de toda essa macro-tendência! 

Camisa social em alta - tá se usando até com shortinho.

Mas daí vêm as gerações Z (década de 90) e Alpha (2010 em diante). Os dispositivos móveis, a conexão 24/7, sobrecarga de informação, mais trabalho, mais consumo. Como será a moda para essas gerações? Certamente, ainda mais flexível. Muitas referências serão incorporadas à “roupa do escritório”, bem como o office vibe invadirá a praia e a balada. Isso é o que já estamos vivenciando, ainda engatinhando, mas em breve será disseminado e aceito naturalmente por grande parte da sociedade. É o que já vimos no post sobre o novo jeans, que pode ir até ao escritório, ou no post sobre o blazer que vai à praia. Num mundo onde o escritório está na palma da sua mão (o espaço físico perde a relevância), e a sua disponibilidade é total, estar “pronta” é lei. E esse estar pronta passa a ser flexibilizado: chega de excessos de formalismos, mas também, chega de excessos de informalismo em outras diversas ocasiões da vida. 

Camisa jeans no escritório, já pode?

E para homenagear essas gerações de mulheres que vêm marcando mudanças em diversas áreas do conhecimento, o prêmio Barra Mulher 2011 aconteceu essa semana no Shopping Barra (Salvador), homenageando mulheres baianas de destaque, seja na área jurídica, na moda, nos esportes, no jornalismo, enfim, em diversas áreas, cada uma com a sua contribuição para a sociedade.

Troféu Barra Mulher 2011, criado por Evannez Python. Imagem: Débora Paes

Homenageadas Barra Mulher 2011. Imagem: Débora Paes.

Parabéns para elas! Parabéns para nós!

Com o retorno à moda de referências marcantes das décadas passadas, outros fatores (e acessórios) acabam acompanhando essa euforia e passam a ser relembrados (vintage) ou ganham um design repaginado-porém-fiel-às-origens para embarcar nesse contexto. E assim está acontecendo com as malas de viagem – acessórios dignos de um bom investimento! De uns tempos para cá, elas têm aparecido em muitos editoriais de moda, e no estilo mais vintage possível: retangulares, duronas, sem rodinhas, praticamente uma mala-sem-alça!

É claro que essa nova onda mala-baú não pretende anular as outras tendências de funcionalidade e praticidade de bagagens: 4 ou mais rodinhas (de boa durabilidade), puxadores retráteis, compartimentos, leveza, cores neutras, todos elementos facilitadores da vida do jet setter.

Então, pensando por esse lado, há também uma tendência de adaptação para essas malas vintage fashionistas: o material das malas duras de hoje (hardsided luggage) já está sendo feito com uma mistura de policarbonato e plástico ABS (PC-ABS) – que é tão forte quanto o policarbonato, mantendo-se flexível com o material ABS – palavras do John Ebb, CEO do Suitcase.com. Em outras palavras: nada impede que a “nova” mala adote esse material para se adequar na leveza, durabilidade e flexibilidade.

Já existem, inclusive, muitos alguns modelos disponíveis no mercado que incorporam esse espírito vintage. Tem a famosa hardsided luggage da Louis Vouitton, tem os modelos da Hartmann, e tem as mais moderninhas classic flights da Rimowa (incluindo rodinhas, puxador e compartimentos). Pra fazer muito charme entre o aeroporto e o lobby do hotel.