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Em setembro saiu uma reportagem no Estadão sobre caçadores de tendências, e em determinado trecho, onde se apontam algumas macro-tendências, diz assim:

“Buscar o controle da vida e reconstruir o mundo em cima de outros eixos também está em alta. Seria um desdobramento da sustentabilidade. Valorização de produtos locais e da criatividade individual.”

Daí que poucos dias depois fui ao Barra Fashion e tive a oportunidade de conversar com alguns estilistas locais sobre suas inspirações e coleções. Percebi que, apesar de em algum momento suas coleções convergirem [inevitavelmente] para must-haves globais (afinal estamos todos expostos, de certo modo, às mesmas influências, aos mesmos filmes, mesmos livros, mesmas notícias), o direcionamento é outro, sem a preocupação do estar-alinhado-às-tendências, e sim mantendo o foco na mulher contemporânea desenhada a partir das suas visões de mundo, que pode ser baiana ou não, mas que por estes estilistas serem e estarem na Bahia, tais influências são imprimidas de alguma maneira na moda que criam.

Leila da Cruz pensa a moda para uma mulher global com referências

Como afirmou a estilista baiana Leila da Cruz, a sua moda é para uma mulher global com referências! Leila, enquanto criadora, gosta de estar com os “radares ligados” para captar uma coisa ou outra de inspiração, apesar de não estar voltada para as tendências ditadas pela moda. “O olhar da mulher baiana se abre com estilistas locais” – reflete. Além de Leila da Cruz, os estilistas Luciana Galeão, Karol Farias, Vinicius Cerqueira e Fábio Sande compõem o time que desfilou no último Barra Fashion Mall coleções que possibilitam essa abertura.

Luciana Galeão, Karol Farias, Vinicius Cerqueira e Fábio Sande: uma moda inspirada

E quando nós consumimos uma moda local, nós impulsionamos uma moda auto-sustentável, a criatividade, e, porque não, o auto-conhecimento. A partir de uma ótica mais personalizada, de certa forma é traduzido um “sentimento comum” do que realmente queremos naquele determinado momento, independente das bolsas lindas da Mulberry ou do sapato desejo da Chanel (e que a gente pode usar em diversas ocasiões!), mas também porque há certos momentos em que é preciso repensar a moda para a vida que a gente leva: quando o verão chega, quando o Baêa joga, ou quando você vai a um Caruru, quando os bares estão fechando na hora que a gente deveria estar começando a se arrumar pra ir pra balada pro reggae, quando a gente sente frio aos 23 ºC, ou vai ver o jazz no MAM, quando é convidada para um casamento chiquerésimo (mas que dá pra ir de curto!) no Espaço Unique ou a uma formatura na piscina de ondas desativada do Wet´n Wild, ou até mesmo quando acontece um show lindo internacional em meio àquele barro do Parque de Exposições, por mais golden que seja a sua pista! Nessas situações, o que a gente mais quer é estar adequada. E sustentabilidade é também adequação.

Imagens: reprodução
Montagens: Caçadora de Tendências

Aqui no blog tem as tendências das principais fashion weeks pelo mundo, e as principais do Brasil, e até as de vestidos de noivas, mas, de todas, a que eu mais gostei de analisar foi essa desse post aqui: o Barra Fashion Mall! Tendências da minha terra, com desfiles que eu vi ao vivo, tive acesso aos releases, enfim, não poderia ser mais perfeito!

Então você baiana que quer saber o que já está bombando nas araras das lojas de Salvador para se preparar para o verão (ou melhor, pra usar djá, que o verão já chegou por aqui), ou você turista que quer saber o que vai estar em alta na terra do axé, ou você leitora do mundo jet setter que adora saber uma novidade, se liguem nas tendências mais quentes:

1. Volume

Se vc cansou da silhueta apertadinha com aquela bolsinha apertadinha, sapatinho meia pata apertadinho, pra chegar na Just 1 ou na club Ego e tentar arriscar sem sucesso alguns passinhos de dança, já pode respirar aliviada! Está chegando como alternativa uma modinha mais solta, mais volumosa, de silhueta mais confortável, seja nas sainhas, seja na parte de cima, seja no vestido como um todo!

E essa tendência do volume traz também o efeito 3D, que é essa parte de pano que salta da roupa, seja babadinho, seja em formato mais estruturado/arquitetônico, seja o floral 3D. Acho bem moderno, apesar de que sair toda trabalhada no volume é meio arriscado e quebra bastante a feminilidade do look. Mas um pouquinho de volume faz super bem se localizado em regiões estratégicas! ;o)

2. Assimetria

A modinha de um ombro só está nas alturas, pode se apegar a ela! Mas não só de um ombro se vive a assimetria, e os vestidos de cortes irregulares também entram na onda! Esse vestido estilo o da Mari Weickert (Alphorria) vai brilhar nas festonas noturnas de verão.

3. Transparências

E o desfile coletivo da Vivire heim? Todo na tendência das transparências, do jogo do mostra-esconde que fica perfeito em se tratando de praia, quando mostrar o biquini está liberado geral (diferente de mostrar a lingerie né?). Mas quando não se está na praia, vale apostar na não-transparência, usando a peça fina por cima das roupas como uma “capinha” ou dando um efeito sombreado. Assim, a transparência vai até o vestido de festa (Fábio Sande) evidenciando o não óbvio.

4. Cintura alta

Continua forte. Não só nas saias, mas também nos shorts e biquinis, sempre curtos, bem verão.

5. Desenhos geométricos

É a estampa da vez! Floral está sempre em alta, principalmente na primavera-verão, mas pra ficar com cara de século XXI, embarque na geometria. Misturar estampas geométricas então… é informação de moda das boas para o seu look!

6. Foco nos colares

Os colares neste verão serão extensão da roupa, muitas vezes atraindo o foco para si. Quanto mais pedras, quanto mais voltas, quanto mais colares, e aí, de quebra, vc já pode até virar baiana do acarajé ! Hehe ;D

Mas, vejamos, olha que riqueza esses modelos abaixo, e olha que diferenciado esse colar com efeito de renda da Nina! E o mais atual são as jewel-encrusted clothing, que são aquelas roupas que já dão o efeito de colar ou outras jóias costuradas na própria peça! É super tendência e foi aposta da Alphorria e do estilista baiano Fábio Sande. Muito glamour!

7. Macacão

Desde o verão passado que a tendência vem se fortalecendo, e agora está mais fácil achar macacões ou macaquinhos dos mais diversos modelos por aqui. E os dessa vez são mais soltinhos, seguindo a tendência da silhueta solta, com pantalonas, gancho baixo, ou efeito “blusê” na parte de cima. Macacão é tudo de bom no verão!

Querem saber mais? Na coletiva de imprensa do Barra Fashion Mall, a estilista da Alphorria, Edna Thibau, “largou o doce” de mais algumas tendências boas deste verão:

8. Cores vibrantes x Nude x Azúis fortes, verde água e turquesa;

9. Estampas com movimento (águas, ecológicas e curvas);

10. Fluidez;

11. Flores / estampa liberty;

12. Minimalismo;

13. Romântico;

14. Tecidos memories (tecidos que têm memória! Desamassam facilmente), evidenciando os minerais: ouro, prata e bronze;

15. Seda casual de leve à pesada. Delavadas e as estonadas;

16. Linho amassado, com leve brilho e no jeans;

17. Shape drapeado (olha aí a opção pra quem adora um shape mais coladinho);

18. Vestido tubo;

19. Manga curta e elaborada / Origami na manga;

20. Cintura marcada;

21. Saia lápis;

22. Saia godê (anos 50 e 60);

23. Pantalona;

24. Gancho baixo continua só que desta vez na calça cenoura (e a saruel perde força);

25. Calçados altíssimos e muita madeira.

Imagens: Débora Paes
Montagens: Caçadora de Tendências

As jóias caminham em sentido diametralmente oposto às tendências de moda. À medida em que a moda se atualiza com as tendências, quanto menos tendências de moda são associadas às jóias, mais atuais elas continuam!

O embaixador da H. Stern no Brasil, Christian Hallot, veio a Salvador para palestrar sobre “Os movimentos Art Nouveau e Art Déco na joalheria e na moda” no Barra Fashion Mall. Aproveitei a ocasião para conversar com ele sobre essa relação das “jóias x tendências”.

Christian Hallot palestra sobre "Os movimentos Art Nouveau e Art Déco na joalheria e na moda", no Barra Fashion Mall

Segundo Hallot, o máximo que pode acontecer com as jóias para atualizá-las sem que percam o valor é a tentativa de torná-las um “clássico revisitado”, mantendo sempre a sua atemporalidade (diferente das roupas que freqüentemente saem de moda). Assim, em se tratando de tendências para jóias pode-se falar em aspectos como: mais ouro branco do que ouro amarelo, mais brilhosas, mais foscas, textura, acabamento, aspecto, variação dos metais e das pedras preciosas, que são, ainda assim, tendências de longo prazo. A associação de outros materiais (plumas, palhas, enfim) faz as jóias perderem o seu valor, sendo que, neste caso, Hallot prefere desclassificar esses ornamentos do patamar de jóia.

Outro comparativo com as tendências de moda: quanto mais manufaturada a jóia, mais valor ela tem (enquanto a moda, produzida em larga escala, contribui com a disseminação do desejo do seu uso, fortalecendo determinada tendência).

E o Art Nouveau (1890 – 1918) e o Art Déco (1918 – 1940) não representariam uma “tendência” de busca de referências passadas para o design das jóias?

Christian Hallot afirma que o Art Nouveau e o Art Déco, por mais que tenham surgido em determinado momento do passado, são atemporais, já que, desde que apareceram, estão presentes de algum modo em todas as jóias até os dias de hoje. Daí a importância do contexto histórico para a criação de uma jóia.

Neste caso, por que algumas jóias caem em desuso?  

Complementando o raciocínio, Hallot explica que isso acontece porque tal jóia nasceu sem embasamento histórico, sem conceito. Um design bonito pelo simples prazer do design, sem contexto, ameaça a usabilidade da jóia, pois a empurra para o furacão das tendências de “moda fashion”. 

Porém, como as jóias hoje são de fato um acessório de estilo, e não mais consideradas como “reserva de valor”, como no passado, a estética conta muito e é preciso acompanhar a mulher moderna com um design novo. Assim é importante tecer sobre o processo de criação o “olhar do joalheiro”, dissociado das “tendencinhas mastigadas” de feiras de jóias e incorporado a um contexto muito mais amplo, voltado não só para as jóias em si, como também para as diversas artes: música, dança e arquitetura, por exemplo.

Conclui Hallot que a imersão dos designers no cotidiano dessas inspirações é que vai dar esse olhar novo e influenciado, contribuindo para perpetuar o uso da jóia para além das tendências de “moda fashion”.  

Inspiração embasada: jóias H. Stern inspiradas em Oscar Niemeyer, Diane Von Furstenberg e Grupo Corpo

Acesse o blog Adoro Jóias para saber tudo sobre jóias e outros melhores amigos das mulheres! Além do próprio Christian Hallot, quem também escreve o blog são a Constanza Pascolato, a Renata Ruiz, a Cristiane Peixoto e a querida Roberta Rossetto. Recomendo a leitura!

Dizem por aí que os anos 90 são os novos anos 80, em termos de referências de moda para a década de 2010. Parece confuso? Muitas décadas juntas numa só oração? Então que tal acrescentar os anos 40, 50, 60 e 70? Too much information? Mas é justamente essa salada de referências passadas que estamos vivenciando na moda de hoje.

Fotografia de moda de 2010

Da década de 40 voltou com força o militarismo, os espartilhos, o tweed. Uma das mais recentes coleções da Louis Vuitton remete à década de 50, assim como a feminilidade ladylike, a silhueta de cintura fina seguida de saia bem rodada e longa, alternando com a saia lápis, o tailleur, os vestidos arquitetônicos, as plumas e os paetês. Já de referências sessentistas temos as flores nos cabelos, um quê de futurismo, o coque alto na cabeça à la Brigitte Bardot. Da década de 70 visualizamos o tie-dye, o étnico, a força do jeans, as jaquetas de couro, o natural look (maquiagem com cara de não-me-maquiei) que foi desfilado na última SPFW como tendência para este verão, o tricô. No âmbito dos anos 90 temos a volta do minimalismo, a camisa xadrez do grunge, o glamour jet-setter (Tom Ford dos anos 90), a exuberância barroca. E a própria década de 80 continua mostrando o ar da graça com o espírito aeróbico através de uma moda mais esportiva, tornezeleiras, ou melhor, polainas (!), o navy e o estilo sagrado e profano ditado pela Madonna, dentre outras TANTAS referências de todas essas décadas.

Afinal, dá pra se falar em “novos anos 80” com tantas referências intertemporais?

Em palestra intitulada “Trinta anos de moda no Brasil – um olhar“, conduzida durante o Barra Fashion Mall, a jornalista Marília Scalzo abordou, além da história da moda brasileira a partir da década de 80, as conexões dessa moda com cultura e comportamento, destacando o surgimento das tribos e como estas evoluíram até os dias de hoje. Após palestra, conversei com a jornalista sobre algumas conclusões que poderiam ser auferidas a partir de tais informações e contextualizá-las aos dias de hoje.

A jornalista Marília Scalzo palestra sobre história da moda no Brasil - Barra Fashion Mall

Pois bem, segundo Marília Scalzo apresentou, as tribos ganharam destaque na década de 80. Bem definidas, cada indivíduo pertencente a uma tribo era facilmente identificável. Todavia, com a evolução do mundo e da sociedade, a velocidade da informação (principalmente da informação de moda) aproximou a convivência dessas tribos de tal modo que nas décadas seguintes já era possível perceber a presença de variadas tribos num só indivíduo: multifacetado, “pluri-estilizado”! A “patricinha” de dia poderia virar uma funkeira à noite, dentre outros aparentes paradoxos que já não são estranhos aos nossos olhos. E hoje já é até muito comum identificar a presença de várias tribos num só look!

Daí porque se pararmos para entender tantas referências a diferentes décadas do passado, percebemos que estas podem conviver na moda tal como as tribos: cada uma contribuindo com o melhor que tem para oferecer.

E por que a moda de determinada década volta? Qual a necessidade dos anos 80, 90 ou qualquer outra década voltar a ser “tendência” de moda?

Segundo Marília, coisas boas do passado sempre voltam pelo simples fato de que elas são boas e, portanto, sempre aproveitáveis. As referências do passado vão e voltam, conforme a necessidade de moda de determinado contexto. Assim, no pós anos 90 não se podia mais ouvir falar em minimalismo – de tão minimalista que foi a moda deste período – e hoje, após um período de descanso (leia-se: uma década!), o minimalismo volta para agradar novamente os olhos cansados dos excessos da década anterior.

Campanhas recentes da Prada, Louis Vuitton e Guess

Assim, os anos 90 podem até serem os novos anos 80, mas não estão sozinhos nessa caminhada: a convivência com as diversas referências do passado se faz presente e é cada vez mais uma tendência para a moda: o convívio de “tribos e referências” num só contexto.

E pra fechar de uma forma filosófica, uma revelação bombástica: nem anos 90, nem anos 80, nem nada: tudo o que volta retorna com novos olhares – os olhares de 2010! Portanto se você acha que vai voltar a usar a modinha dos anos 50, esqueça! E aquele seu moletom do Planet Hollywood e a bolsinha estilo mochilinha que você guardou com tanto carinho no maleiro na esperança de usá-los novamente? Cesta de doação djá! A não ser que você queira incorporar o estilo vintage ao seu look, que não necessariamente te deixará “na moda”! O que passou não volta igual, e tudo o que usamos hoje, por mais grunge (90), punk (80) ou hippie (70) que seja, é uma moda exclusiva de 2010!

Pobres consumidores…

A mulher de ontem e a mulher de hoje

Algumas referências históricas: Guia Fashion Iguatemi; Comunidade Moda anos 40 e anos 60.

 

Todo mundo sabe que as semanas de moda não acontecem apenas nas passarelas! Pelos corredores, bastidores e arredores é possível captar muita gente estilosa, muita coisa boa mesmo! Lancei mão da minha “visão de caçadora” e procurei observar a moda das “ruas” (no shopping!). Entre os desfiles e a correria atrás de entrevistas, exposições, palestras, flagrei alguns bons momentos de moda e, claro, fiquei ligada em tudo, e vou contar para vocês agora! 

As tribos não são uma relíquia da década de 80. Pelo menos em semana de moda elas ainda estão bem definidas: os jornalistas, os fotógrafos, as blogueiras, os estilistas, o pessoal da produção, os convidados e os transeuntes. 

Os jornalistas e fotógrafos sempre vestidos de uma forma mais confortável, para agüentar o pique do sobe-e-desce, ainda que de escada rolante. Sapatinhos baixos, muitos tênis principalmente, eram de lei. Os jornalistas que iam para frente das câmeras investiam num hi-lo de conceitos, com uma roupinha mais formal em cima, e o sapatinho leve embaixo. Os fotógrafos super descolados sempre de mochilas, cartucheiras, e roupas muito confortáveis. Para variar no estilo os acessórios davam o toque final.

Já as blogueiras de moda, bom, aí são um grupinho à parte: o visual é mais do que importante, superando muitas vezes a questão do conforto. Postar looks diários nos seus blogs é quase obrigação e uma boa blogueira numa semana de moda tem que mostrar que sabe das coisas. Palmas especiais para Hello, Liz!, que programou não só os looks, mas cabelo fashionista e maquiagem especial para todos os dias do Barra Fashion Mall! Arrasou demais na produção. E a Lays, do utilidade feminina, investiu nas unhas, é claro: uma cor cobiçada do momento para cada dia! A Bell Pimentel no seu estilo fashionista baiana apostou na moda mais quente do momento e, dentre uma modinha e outra, apareceu com a famosa bolsa 284 de moletom, causando rebuliço por onde passava!! (Aqui em Salvador não vende essas bolsinhas famosas da 284 ou Pop Up Store – ou, ao menos, não tem por aí de fácil acesso para comprar***).

***A Kelly já deu a dica nos comentários que vende na Poire Paradoxus

Meninas da Vivire; Vinicius Cerqueira; Leila da Cruz; e Bell

Os estilistas, é claro, cheios de estilo! Vinícius Cerqueira sempre lindo e estiloso, dava vontade de fotografar o look do dia dele todos os dias! Leila da Cruz foi outra que respirava o ar fashionista na sua produção! Fábio Sande um amor sempre variando seu boné-marca-registrada, Karol Farias super se jogando no conceito apresentado pela sua coleção, enfim, boas fontes de inspiração!

Os convidados queriam se mostrar antenados na moda e nas tendências, o que, se de um lado parecia bom, por outro lado, para uma semana de #moda, o visual parecia um tanto boring, um ctrl+c e ctrl+v de alguma revista, de alguma vitrine, personalidade quase zero. Das clogs das fast fashion às bolsas Chanel e Hermés originalíssimas, de novidade e “interessância” se via muito pouco. E as bolsinhas de matelassê heim? Não se usa outra coisa nesta cidade.

Os transeuntes do shopping que queriam estar no espírito semana-de-moda arriscavam mais nos acessórios, sapatinhos, muito sapato dourado aliás foi visto em todas as tribos, o que é bastante curioso, visto que não lembro de uma tendência de moda recente neste sentido, o que me faz pensar que em algum momento das suas vidas foram mordidos por um bichinho fashion que os fez adquirir golden shoes num impulso consumista e, sem saber como usá-los para a vida, aproveitaram a semana de moda para colocar os pézinhos de fora e dar gasto ao investimento! Bom, pelo menos isso acontece muito com o meu mocassim dourado encalhado na sapateira, e nem na semana de moda consegui usá-lo pela segunda vez (!!!). Sapato dourado é um grito fashion e revolucionário, eu assumo!

Pés fashionistas - Da última tendência dos oxford à novidade das clogs coloridas

O pessoal da produção, e aqui ganham destaque as meninas com a camisa do evento que davam apoio ao departamento de marketing, deu uma lição de atualização de looks! Vez ou outra, todo mundo acaba indo a eventos cujo uso da camiseta especialmente elaborada para tal é obrigatório. E muitas vezes não podemos estilizar nossas próprias camisetas, ou porque não daria tempo para fazê-lo, ou porque a ocasião não permite (eventos relacionados a trabalho, colégio e outras formalidades). E desde os tempos de colégio, quando me vejo obrigada a usar uma camisetinha padronizada, apelo para o velho truque de dobrar as manguinhas, para deixá-la mais moderninha e com um melhor caimento. Mas eis que as meninas do evento surpreenderam com outro truque na manga (e que não foi na manga!! haha): acinturar as camisetas com cintinhos e faixas! Achei bárbaro, eram muitas as meninas que ostentavam esse look, que já entra no espírito ladylike, tudo mais acinturado, tudo mais feminino e que vai ser tendência para os próximos eventos camisetísticos! Como tinha um tempão que não ia a um evento assim, observei essa modinha pela primeira vez no Barra Fashion Mall, mas acredito que daqui para frente vou observar mais (e as pessoas usarão mais essa idéia)! Lembrei até das dicas de “como transformar o seu abadá de última hora” que escrevi em fevereiro com a dica do cintinho: clica pra ler e se inspirar pra outros eventos de camiseta que não se limitam ao carnaval!

Faixa na cintura para atualizar a camiseta básica

Das tendências do mundo da moda para a vida (ou da vida para a moda) vi muita coisa, como os sapatinhos Oxford, o sapato melissa sucesso usado pelos rapazes, uma ou outra corajosa usando a parte de cima da lingerie aparente sob camisa segunda-pele, jegging, navy, bolsas clássicas celine inspired, o flúo pontual deste verão (sapato flúo combinando com relógio flúo, ou com cinto flúo! Mais interessantes do que se combinados com a bolsa), dentre outros modismos. Achei interessante um ou outro vestidão longo (daqueles “longos diurnos”), coisa que não se vê muito pelas ruas daqui de Salvador. Não que se use muito curto, muito pelo contrário, mas também não se vê muito longo. Acredito que esta também foi uma inspiração pontual de fashion week, coisas que não se usa no dia-a-dia. O que achei bem a cara da Bahia foram as bermudinhas usadas aos montes (oi, primavera!), e adorei as combinações de jaqueta jeans com pérolas.

Uma adaptação interessante das tendências para a vida foi a coroazinha da Paula Magalhães! Cheia de estilo, Paula usou a coroazinha enfeitando o seu coque, como uma presilhinha, mas com ares super modernos sem parecer formanda ou debutante! Não pensei ser possível essa tendência-editorial pegar na prática, mas não é que deu certo? Adorei e registrei! 

Coroa nos editoriais de moda. Será que pega?

Paula Magalhães adotou a tendência da coroa de princesa para o seu look

 Mas ao final, esse mix de estilos e todo esse agito são o que deixam as semanas de moda ainda mais gostosas de ver, ouvir e sentir!

O último dia “adulto” do Barra Fashion Mall foi marcado pela palestra de Christian Hallot, embaixador da H.Stern, seguida dos desfiles da estilista baiana Luciana Galeão e da grife baiana Paradoxus, encerrando esta etapa com a modelo garota-propaganda do evento Renata Kuerten. Mas quem brilhou mesmo foi a cantora paulista Anna Gelinskas, que fez a trilha sonora do último desfile, com um repertório pra lá de interessante! Hoje e amanhã os dias são todinhos do Barrinha Fashion – moda para os pequeños! Confere as fotos e clica no vídeo ao final para ver um trechinho da lindeza que foi a performance da Anna!

Christian Hallot palestra sobre os movimentos Art Nouveau e Art Déco na joalheria e na moda

Luciana Galeão

Paradoxus

Clica pra assistir a performance da cantora Anna Gelinskas para o desfile da Paradoxus:

Imagens: Caçadora de Tendências

A trendsetter, it girl, global, badaladíssima Thaila Ayala desfilou ontem no Barra Fashion Mall para a TNG. A coleção geométrica e jovem apresentada pela primeira vez na última edição do Fashion Rio também fez muito sucesso por aqui, com o carisma da atriz que hoje interpreta a Amanda, da novela Tititi.

Thaila para TNG

Conversei com Thaila, no backstage da TNG, sobre o assunto-tema daqui do blog!

Caçadora de Tendências – Thayla, conta pra gente, qual é o seu must have para este verão?

Thaila Ayala – Renda! Estou amando essa tendência muito forte da renda, sem contar que nunca sai de moda. Tenho uns vestidos de renda do Carlos Miele da época da M.Officer de uns 10 anos atrás e vou usá-los todos novamente!

Renda para o verão! Graça Ottoni, Auslander e Teca, no último Fashion Rio

CT – O que está out?

Thaila Ayala – Para mim, nada! Não tenho um estilo definido, então posso usar de tudo, a depender do meu humor!

CT – Existe algum item que para você sobrevive, superando estações e temporadas de moda? 

Thaila Ayala – Meu pó bronzeador da Dior. Seja no verão, seja no inverno, estou sempre usando. Item indispensável!

*Aqui no blog já teve até post sobre esse bronzeado de luxo. Super in!

CT – O que te chama a atenção na moda da Bahia?

Thaila Ayala – A renda!!! Acho belíssimas mesmo!

CT – Ícone trendsetter?

Thaila Ayala – A Gisele que é sempre musa, diva e tal! Antes eu prestava mais atenção a esses ícones de estilo, mas hoje não tenho uma única pessoa que considero fonte de inspiração. Mas a Gisele continua sendo referência pela sua história de vida e estilo próprio.

Gisele é a trendetter que inspira Thaila Ayala

CT – Agora, a pergunta que não quer calar: Jacques Leclair ou Victor Valentim???

Thaila Ayala – (risos) Victor Valentim!!!! Ele é mais “tchan”!

Para quem não conhece, Victor Valentim já vestiu Gaga e Kate Moss. #Tititi

Concordo, Thaila!!! Eu também sou team BICTOR BALENTIM!!!!

Pra terminar, uma foto do look pré-desfile para o blog:

Imagens da Thaila Ayala: Caçadora de Tendências
Demais imagens: reprodução