Em setembro saiu uma reportagem no Estadão sobre caçadores de tendências, e em determinado trecho, onde se apontam algumas macro-tendências, diz assim:

“Buscar o controle da vida e reconstruir o mundo em cima de outros eixos também está em alta. Seria um desdobramento da sustentabilidade. Valorização de produtos locais e da criatividade individual.”

Daí que poucos dias depois fui ao Barra Fashion e tive a oportunidade de conversar com alguns estilistas locais sobre suas inspirações e coleções. Percebi que, apesar de em algum momento suas coleções convergirem [inevitavelmente] para must-haves globais (afinal estamos todos expostos, de certo modo, às mesmas influências, aos mesmos filmes, mesmos livros, mesmas notícias), o direcionamento é outro, sem a preocupação do estar-alinhado-às-tendências, e sim mantendo o foco na mulher contemporânea desenhada a partir das suas visões de mundo, que pode ser baiana ou não, mas que por estes estilistas serem e estarem na Bahia, tais influências são imprimidas de alguma maneira na moda que criam.

Leila da Cruz pensa a moda para uma mulher global com referências

Como afirmou a estilista baiana Leila da Cruz, a sua moda é para uma mulher global com referências! Leila, enquanto criadora, gosta de estar com os “radares ligados” para captar uma coisa ou outra de inspiração, apesar de não estar voltada para as tendências ditadas pela moda. “O olhar da mulher baiana se abre com estilistas locais” – reflete. Além de Leila da Cruz, os estilistas Luciana Galeão, Karol Farias, Vinicius Cerqueira e Fábio Sande compõem o time que desfilou no último Barra Fashion Mall coleções que possibilitam essa abertura.

Luciana Galeão, Karol Farias, Vinicius Cerqueira e Fábio Sande: uma moda inspirada

E quando nós consumimos uma moda local, nós impulsionamos uma moda auto-sustentável, a criatividade, e, porque não, o auto-conhecimento. A partir de uma ótica mais personalizada, de certa forma é traduzido um “sentimento comum” do que realmente queremos naquele determinado momento, independente das bolsas lindas da Mulberry ou do sapato desejo da Chanel (e que a gente pode usar em diversas ocasiões!), mas também porque há certos momentos em que é preciso repensar a moda para a vida que a gente leva: quando o verão chega, quando o Baêa joga, ou quando você vai a um Caruru, quando os bares estão fechando na hora que a gente deveria estar começando a se arrumar pra ir pra balada pro reggae, quando a gente sente frio aos 23 ºC, ou vai ver o jazz no MAM, quando é convidada para um casamento chiquerésimo (mas que dá pra ir de curto!) no Espaço Unique ou a uma formatura na piscina de ondas desativada do Wet´n Wild, ou até mesmo quando acontece um show lindo internacional em meio àquele barro do Parque de Exposições, por mais golden que seja a sua pista! Nessas situações, o que a gente mais quer é estar adequada. E sustentabilidade é também adequação.

Imagens: reprodução
Montagens: Caçadora de Tendências

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comentários
  1. Gal Carvalho disse:

    Lu, por matérias assim que sempre digo, você ARRASA, rsrs!! Amei!! Tive o imenso prazer de conhecer mais um dos talentos da nossa BAHIA, Alexandre Guimarães, ontem no Unijorge na Moda e ameiiii demais!!BJUSSSSSSSS

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