As jóias caminham em sentido diametralmente oposto às tendências de moda. À medida em que a moda se atualiza com as tendências, quanto menos tendências de moda são associadas às jóias, mais atuais elas continuam!

O embaixador da H. Stern no Brasil, Christian Hallot, veio a Salvador para palestrar sobre “Os movimentos Art Nouveau e Art Déco na joalheria e na moda” no Barra Fashion Mall. Aproveitei a ocasião para conversar com ele sobre essa relação das “jóias x tendências”.

Christian Hallot palestra sobre "Os movimentos Art Nouveau e Art Déco na joalheria e na moda", no Barra Fashion Mall

Segundo Hallot, o máximo que pode acontecer com as jóias para atualizá-las sem que percam o valor é a tentativa de torná-las um “clássico revisitado”, mantendo sempre a sua atemporalidade (diferente das roupas que freqüentemente saem de moda). Assim, em se tratando de tendências para jóias pode-se falar em aspectos como: mais ouro branco do que ouro amarelo, mais brilhosas, mais foscas, textura, acabamento, aspecto, variação dos metais e das pedras preciosas, que são, ainda assim, tendências de longo prazo. A associação de outros materiais (plumas, palhas, enfim) faz as jóias perderem o seu valor, sendo que, neste caso, Hallot prefere desclassificar esses ornamentos do patamar de jóia.

Outro comparativo com as tendências de moda: quanto mais manufaturada a jóia, mais valor ela tem (enquanto a moda, produzida em larga escala, contribui com a disseminação do desejo do seu uso, fortalecendo determinada tendência).

E o Art Nouveau (1890 – 1918) e o Art Déco (1918 – 1940) não representariam uma “tendência” de busca de referências passadas para o design das jóias?

Christian Hallot afirma que o Art Nouveau e o Art Déco, por mais que tenham surgido em determinado momento do passado, são atemporais, já que, desde que apareceram, estão presentes de algum modo em todas as jóias até os dias de hoje. Daí a importância do contexto histórico para a criação de uma jóia.

Neste caso, por que algumas jóias caem em desuso?  

Complementando o raciocínio, Hallot explica que isso acontece porque tal jóia nasceu sem embasamento histórico, sem conceito. Um design bonito pelo simples prazer do design, sem contexto, ameaça a usabilidade da jóia, pois a empurra para o furacão das tendências de “moda fashion”. 

Porém, como as jóias hoje são de fato um acessório de estilo, e não mais consideradas como “reserva de valor”, como no passado, a estética conta muito e é preciso acompanhar a mulher moderna com um design novo. Assim é importante tecer sobre o processo de criação o “olhar do joalheiro”, dissociado das “tendencinhas mastigadas” de feiras de jóias e incorporado a um contexto muito mais amplo, voltado não só para as jóias em si, como também para as diversas artes: música, dança e arquitetura, por exemplo.

Conclui Hallot que a imersão dos designers no cotidiano dessas inspirações é que vai dar esse olhar novo e influenciado, contribuindo para perpetuar o uso da jóia para além das tendências de “moda fashion”.  

Inspiração embasada: jóias H. Stern inspiradas em Oscar Niemeyer, Diane Von Furstenberg e Grupo Corpo

Acesse o blog Adoro Jóias para saber tudo sobre jóias e outros melhores amigos das mulheres! Além do próprio Christian Hallot, quem também escreve o blog são a Constanza Pascolato, a Renata Ruiz, a Cristiane Peixoto e a querida Roberta Rossetto. Recomendo a leitura!

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comentários
  1. Roberta disse:

    Lucky, ficou bem bom esse post, né? Parabéns! Bj grande

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