Arquivo de agosto, 2010

A estética fetichista ganha força através da figura da mulher Dominatrix. Poder, relação de dominação e submissão, erotismo, fantasia e distanciamento (como uma espécie de mitificação da figura da mulher poderosa) formam a nuvem de tags em torno deste conceito. Ela provoca, provoca, e só provoca! A dominatrix não é apenas um figurino mulher-gato; é também postura e atitude.

A androginia do militarismo evolui para uma mulher ainda durona, porém mais feminina, mais mulherão. As calças cargo, a jaquetona verde-musgo abrem espaço para uma roupa muito mais delineada, quase que formando uma segunda camada de pele, mais consistente, cujas principais armas de combate são o poder de sedução, o salto alto e o chicotinho de couro!

Anota aí algumas peças fetichistas que podem dar aquele up dominatrix ao look:

  • Couro envernizado
  • Vinil
  • Látex
  • Botas de cano alto (over-the-knee boots)
  • Capas/trench-coats usados com stilettos
  • Espartilhos
  • Lingeries
  • Cadarços e amarrações
  • Meias 7/8
  • Materiais mais estruturados, porém bastante acinturados, curtos ou decotados (a idéia é acrescentar o máximo de feminilidade para trazer sensualidade ao visual “malvadona”)

Agora é se jogar na tendência pra arrasar com o Alejandro, o Fernando e o Roberto.

Depois do look preto (boring) total do inverno, vem aí o vermelho total. Que o monocromático é tendência, e o vermelho vem ganhando espaço nos editoriais. Difícil vai ser essa tendência all red pegar com força no mundo-real, já que “vermelhinho” e “básico” não combinam, nem no diminutivo.

Só as poderosas!

Mas, e aí, vc encararia sair de dama de vermelho dos pés à cabeça?

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Tá aí uma tendencinha mastigada. Todos os blogs já mostraram, Guilhermina Guinle usou em Tititi, e o inverno no Brasil já está acabando e tentando se adaptar às tendências do inverno europeu que ainda nem chegou. A jaqueta aviador é o must have, mas junto com ela vem outros apetrechos da aviação, bem como o óculos aviador clássico que só fica ainda mais em evidência.

Mas o mais interessante mesmo é notar que, com a nossa pilota sobrevoando nas alturas, todas as rotas do escapismo fashion foram traçadas: no céu, no mar, na terra… canta Brasil! ;o)

E olha só as botinhas aviadoras que sucesso:

…ou de como Davide Sorrenti permanece vivo em nossos editoriais.

Que os anos 90 são os novos anos 80 todo mundo sabe. Mas a década de 90, apesar de ser a década das super models (Kate Moss, Naomi Campbell, Cindy Crawford), onde a exuberância da beleza atingia o seu ápice, representou também palco para expressões subversivas na moda: desde o moderninho movimento grunge (Marc Jacobs), passando pelo “anarquismo” de Galliano e McQueen, até a inconseqüente estética do Heroin Chic.

A coerência do Heroin Chic estava no paradoxo de identificar glamour na degradação humana, onde a fotografia de moda apresentava modelos como usuárias de drogas pesadas. A imagem esquálida, abatida, zumbi, ao mesmo tempo refletia e influenciava o meio social da época.

Mas eis que, desastres fashion à parte, o Heroin Chic perdeu força e a sociedade como um todo evoluiu. Salvo algumas recaídas já no novo milênio (anos 00), rapidamente solucionadas por rehabs (and leave Britney alone!),  a busca por uma melhor qualidade de vida ganhou muitos adeptos. E em tempos de reeducação alimentar, meio ambiente auto-sustentável, atividades físicas, modelos mais torneadas, produtos orgânicos, eco-bags, use-o-filtro-solar e lei anti-fumo… cigarros em editoriais chocam! Talvez mais que o Heroin Chic, já que à época a desinformação era maior. Choca porque é anti-tendência, ou, no caso, uma tendência regressiva. É ir de encontro a uma evolução de pensamento e de vida. E muitas revistas internacionais de moda têm regredido nesse sentido.

O cigarro ainda faz parte da sociedade, e negar isso seria negar a própria sociedade. Mas publicizar essa estética num editorial de moda passa a ser uma questão de saúde pública, sem o devido alerta para os riscos causados pelo consumo do cigarro e o poder de influência que a moda (e o comportamento de moda) exerce sobre a sociedade, em especial os jovens. Ainda mais quando a modelo de agora não parece depressiva como antes – esbanja sensualidade e glamour.

E então, de que lado você fica: em defesa da “arte” ou na defesa do consumidor?

*Associando moda e tabaco de uma forma produtiva, o Centro de Câncer de Brasília tem apostado na moda como um veículo de conscientização anti-tabagista. O movimento Sem tabaco, 100% Fashion tem ganhado relevância internacional e no dia 31 de agosto vai ocorrer uma intervenção urbana, na Av. Paulista, proposta pelo Cettro em parceria com o Incor. Esta sim, uma tendência boa e na qual vale a pena apostar! ;o)

Primeiro veio o étnico, que evoluiu para o tribal, aí veio Avatar, e veio o desfile de alta costura primavera-verão do Valentino, seguido de outros estilistas nas fashion weeks internacionais, ao passo que, paralelamente, as tachas evoluíam para as plumas que evoluíam para as penas, e os editoriais acabaram fazendo a grande sacada: o indígena seria a tendência-da-hora!

Daí que para atingir os corações do street style e dos fashionistas foi uma flechada! (Tendências surgem muitas vezes das ruas, mas podem surgir também de editoriais, traçando o caminho inverso: das revistas de moda para os usuários).

Quer incorporar a curumim também? A Bia Perotti já deu a dica dos brincos apache!

E eu que nem fazia idéia que o mocassim fazia parte dessa tribo? O pessoal do Petiscos o classificou no rol do indian style! Mais um item pra ajudar a fazer a índia sem precisar sair por aí de cara pintada!

One little, two little, three little.. OMG! Lots of little indians!

1. Esmalte desejo da temporada? Estamos falando de Chanel, é claro. O site chic divulgou o lançamento do 4º esmalte desta temporada: o Paradoxal! Os outros 3 tons-desejos são o Jade Rosé, o Nouvelle Vague e o conjuntinho Black Velvet & Ouro Lamé, que gerou a tendência das unhas francesinhas dourada e preta e desencadeou uma série de francesinhas coloridas ao redor do globo. 

 

 

Clica pra se inspirar nas francesinhas da Lays (nossa personal nail polish designer favorita) e ficadica pra já aprender a fazer a tendencinha da unha “meia lua” da novela Passione

 

2. Falando em novela, uma matéria bem boa, também no site chic, sobre as tendências de Ti-ti-ti! E já indico o site da Revista (fictícia!) Moda Brasil, pra ficar ligada nas dicas fashion diretamente da novela! 

 

3. Cansou do seu Skinny jeans? Cansou de toda aquela dúzia de jeans enfeitando o seu armário? Então anota aí o novo modelo pra incrementar a sua coleção: Flare Jeans (ou boca-de-sino). E se tiver a cinturinha mais alta dá todo aquele charme setentinha! (via Glamour de Garagem). 

 

4. E no espírito boca-de-sino, os long & lean dresses (vestidos – e tb saias – longos e quase retos) ganham força. O Modalogia fez uma análise bacana associando a saia longa com o ciclo da economia! Clica

 

5. Óculos com estampa é tudo de bom! No trendências. 

 

6. Se ladylike é tendência, acessórios ladylike são a cereja do bolo. No It Girls.

 

7. Não agüenta mais ver as malditas clogs desfilando nos pezinhos estrelados por aí e não vê a hora dessa moda passar? Está na hora de repensar os seus conceitos: o worishofer vem aí. (via Blog LP) 

 

Com a ameaça desse worishcdrwazfer, até que as espadrilles ficaram charmosas, né? Aí outra tendência de sapatinho pra servir de alternativa! ;o)   

 

8. Na Doris Bicudo tem tendência de cabelo pra década: o cocuruco

 

9. E a maquiagem do Fashion Rio e do SPFW heim? Que não é o meu forte captar tendências de maquiagem das passarelas, já aproveito e indico três posts de vez, pra se preparar pro verão: do Modalogia,  do Trend Tips e do Rose Rockabilly. Clica em todos pra se inspirar e ser feliz! 

Make "cara lavada"

10. Por fim, como quem ama tendências ama WGSN (L), aqui vão 4 apostas do WGSN para os próximos meses! (Via Site Chic). E tem essas outras dicas, que o Trend Tips trouxe direto da palestra do WGSN na Francal.

E outro texto bem bom é sobre o Faux Real, no Adoro Jóias, onde o WGSN aponta que o real com cara de fake é o novo luxo, e que “o falso desenvolveu sua própria estética”. Lembrei da onda dos esmaltes foscos.. seria isso uma macrotendência? Pra ficar ligada! 

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